segunda-feira, 8 de março de 2010

Lu Rosário

É estudante do curso de Letras Vernáculas na Universiadade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. É poetisa e escreve regularmente no blog Sem Pudor, de cunho pessoal. Além disso, possui publicações nos sites para escritores Garganta da Serpente e Recanto das Letras.
Na exposição Múltipla Cidade, o efeito das palavras de Lu Rosário foi refletido em dois trabalhos. Na instalação fotográfica Viajando no Varal, em que ela versou diante das fotografias de Mônica Lula e na instalação itinerante Hi- Tech - Piratas do Caribe e de Toda Parte, de Mauri Gralha. Na primeira, os versos de Palavras Refletidas acompanham as fotografias; na segunda, os versos ecoam a partir de um aparelho de som. Nesse sugundo trabalho, Lu Rosário e Mauri Gralha fizeram uma viagem no ônibus que leva e traz passageiros do centro da cidade para os povoados de Caiçara e Tigre, na zona rural. Falaram de palavras e imagens.

Mauri Gralha

Fotógrafo autodidata, iniciou sua carreira em 2001. Com uma máquina "amadora", registrava grupos de turistas que visitavam as grutas da Região Sudoeste da Bahia. Atualmente registra eventos musicais e shows típicos da região, enfatizando o humor desses momentos. Participou como fotógrafo do Projeto e Exposição Coletiva CULTURA, TEMPO, IDENTIDADE, LUGAR, de curadoria de Rogéria Maciel, em Vitória da Conquista - BA. Vive e trabalha em Vitória da Conquista e Anagé - BA.

A instalação itinerante e performance Hi-Tech - Piratas do Caribe e de Toada Parte tem como inspiração o designer vernacular dos carrinhos usados por vendedores ambulantes de CD's e DVD's piratas. Em vez de capas de filmes ou trabalhos musicais, fotografias de uma gente familiar das lentes do fotógrafo. Impressiona a aproximidade e intimidade com que Gralha se aproxima de seus objetos. Ele retrata elementos fundamentais da cultura da região. No lugar de música, produtos da cultura de massa, esse carrinho emite o som das poesias recitadas e de autoria de Lu Rosário. A instalação itinerante é conduzida pela bicicleta, meio de transporte utilizado pelo fotógrafo para o seu deslocamento na cidade. Durante os dias de exposição, ele percorreu os cinco espaços vestido como um cavalheiro conquistense da década de 1940. Um vendedor de poesias.

Rita Rizério

Jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. É especialista em Comunicação e Marketing Empresarial. Atou no Teatro Odilon Costa, em Morro do Chapéu - Bahia, em oito peças teatrais.
Na performance Adeus Supérfluos tem no trajeto o espanto de muitas pessoas diante de uma mulher e muitos supérfluos, já que se trata de uma anônima, fortemente protejida por quatro seguranças. Nas malas bagagem cultural, a crítica ao consumo exacerbado nos convida a refletir sobre as inversões de valores do homem contemporâneo.

Figurino: Ana Claudite e Mércia Andrade.


Shirley Ferreira



É atriz. Durante as atividades do Múltipla Cidade, prestou vestibular e foi aprovada na Escola de Teatro da UFBA. Já passou pelas várias funções do processo de criação teatral - iluminação, sonoplastia, atriz e assistente de direção . Atuou em espetáculos como S.O.S Pindorama O Vôo, espetáculos dirigidos po Roberto de Abreu. Também atuou em espetáculos infantis como O Menino que ficou preso no computador.com.br, de Gilsergio Botelho.

Ponto, um espetáculo clown encenado por quatro jovens atores, provoca o riso com histórias engraçadas muitas vezes improváveis de acontecer num ponto de ônibus ou a emoção, na medida em que fala das fantasias que criamos em momentos de longa espera. Certamente, um convite à imaginação.

Atores: Don Dellarquezza, Iara Soares, Mário Luz e Shirley Ferreira.
Sonoplasta: Cristiano Lopes.
Sonorização: Jai Connexão
Figurino: Vanélio Medeiros

Date Sena

É artista plástico e percussionista. Já participou de várias edições dos Salões Regionais de Artes Plástcas - promovidos pela Fundação do Estado da Bahia. Tendo sido premiado em 1997, 1999 em 2006, recebeu o prêmio oficial, foi selecionado para o Salão de Artes Plásticas de Santos - SP. Realizou cinco exposições individuais e outras 23 coletivas.
Na Instalação Passagem em Branco, silhuetas humanas em cores vibrantes, passam despercebidas em meio à grande movimentação dos pontos de ônibus. Essa foi a ideia do artista. A obra perpassa o grafite e as pichações urbanas, colagens, sinalizações e ao anônimo.